Reformulaçom gráfica do MICE 2017. Tributo a Dores Dias Valinho

Ha muitas contas pendentes neste pais… demasiadas. Nom tem o departamento de desenho da Sacauntos nenhumha missom histórica nestes empresas, mas nom deixaremos de tentar combinar a nossa tarefa profissional com asentados objectivos de recuperaçom da memória nacional; e se é feminina, com mais impulso:

Dores Dias Valinho

(Corunha, 1905-1963) foi umha artista plástica galega. Óleos, retratos, desenhos para revistas, capas de livros partirom das suas mans para ancorar-se na história gráfica da Galiza. Foi Académica de Belas Artes e expuxo em ámbitos internacionais, mas foi fundamental na sua vida artística a vocaçom formadora. Pola sua academia, na entrada da zona velha da Corunha, passarom fundamentalmente mulheres. Éstas formarom parte da onda de modernidade que inundou a arte galega dos sesenta e setenta.
Este texto foi acrescentado no desenho da libreta editada pola Sacauntos ha agora dous meses… e nom deixamos de pensar nela até recever a proposta do “Departamento de e Educación e Actividades” do Museo do Povo Galego de “dar umha volta” ao design do material gráfico da Mostra Internacional de Cinema Etnográfico. Foi para nós umha gulosa oportunidade para achegar à actualidade a obra gráfica de Dores.
A ideia era dotar de um perfil de imagem corporativa a MICE e nom dubidamos em empregar as letras de Dores da capa de “Cantigas e verbas ao ar” de Júlio Sigüenza. Éste livro editado pola mitológica NÓS em 1928 foi a nossa ferramenta de trabalho; a tipografia da capa concretamente. Foi assim que tentamos trazer a hoje a Dores e com ela o seu bom-fazer. O resultado tede-lo à vista: um trabalho tipográfico com intensa personalidado e regusto histórico.
Da nossa imprenta sairom trípticos, três tipos de cartazes, catálogo… e o resultado foi mais que satisfactório.